No ano lectivo 2009.2010, o Centro de Educação Integral procurará promover a “educação da sexualidade” nas diversas turmas do Ensino Básico e do Ensino Secundário, no âmbito da “educação integral” proposta no seu projecto educativo.
Esta é, sem dúvida, uma área de formação complexa que exige a preparação dos professores que irão trabalhar directamente com as crianças e os jovens. E, nesse sentido, ocorreu já um encontro, no dia 7 de Julho, orientado pela Drª Teresa Tomé Ribeiro e pela Drª Teresa Soares Souto - assistiu-se a uma exposição cuidada e sustentada sobre as diversas dimensões da sexualidade. Segue-se, agora, a planificação dos trabalhos a desenvolver, para dar resposta de forma pedagógica e num contexto interdisciplinar às questões que surgirem. Será também importante encontrar estratégias para envolver a família – principal responsável – de forma a que não se criem equívocos e se dê continuidade, em contexto familiar, aos projectos iniciados na escola.
Na verdade, este diálogo entre escola e família acontecerá porque os trabalhos basear-se-ão num conjunto de valores que promoverão uma vivência responsável da sexualidade. Assim, aceita-se que uma criança, ou um jovem, terá comportamentos responsáveis se lhe for facultada informação adequada; aceita-se que uma criança, ou um jovem, deverá estar consciente de que a sua sexualidade está intimamente relacionada com a sua personalidade, condicionando ou não a relação consigo próprio e com os outros; aceita-se que a sexualidade é fonte de vida - dimensão que deverá ser vivida de forma livre, consciente e responsável; aceita-se que as diferenças sexuais não poderão ser fonte de desigualdade; aceita-se que a sexualidade tem diferentes expressões ao longo da vida e que nunca se deve permitir qualquer forma de violência ou a coacção.
Os projectos a desenvolver em cada turma darão origem a vários trabalhos que poderão assumir diversas formas de expressão: coreografia, teatro, inquérito, blog, filme, sessões com especialistas, exploração de um livro, construção de um puzzle, sessões de esclarecimento, debates, poesia, entre outras. Pretende-se, pois, desenvolver conhecimentos, atitudes e competências de forma pedagógica e a legislação publicada prevê que se abordem vários conteúdos. Assim, a nível dos conhecimentos, “as várias dimensões da sexualidade; a diversidade dos comportamentos sexuais ao longo da vida e das características individuais; os mecanismos da resposta sexual, da reprodução, da contracepção e da prática de sexo seguro; as ideias e valores com que as diversas sociedades foram encarando a sexualidade; o amor, a reprodução e as relações entre os sexos ao longo da história e nas diferentes culturas; os problemas de saúde - e as formas de prevenção - ligados à expressão da sexualidade, em particular as gravidezes não desejadas, as infecções de transmissão sexual, os abusos e a violência sexuais; os direitos, a legislação, os apoios e recursos disponíveis na prevenção, acompanhamento e tratamento destes problemas.” No âmbito das atitudes, “uma aceitação positiva e confortável do corpo sexuado, do prazer e da afectividade; uma atitude não sexista; uma atitude não discriminatória face às diferentes expressões e orientações sexuais; uma atitude preventiva face à doença e promotora do bem-estar e da saúde.” No que respeita a competências, tomada “decisões responsáveis”; recusa de “comportamentos não desejados ou que violem a dignidade e os direitos pessoais”; “utilização de um vocabulário adequado”; “utilização, quando necessário, de meios seguros e eficazes de contracepção e de prevenção do contágio de infecções de transmissão sexual”; competência “para pedir ajuda e saber recorrer a apoios, quando necessário”.
Com certeza que o contacto com as turmas no início do ano trará novas pistas de abordagem da sexualidade que poderão ir muito além dos elementos aqui elencados. As vivências, as sensibilidades, os sentimentos, os valores, a moral, os conhecimentos, os meios de comunicação, são factores tão diversos e respeitáveis que seria um erro negá-los ou evitá-los. Contudo, também não será viável um trabalho que procure dar resposta a todas as solicitações, sob pena de tudo continuar na mesma. Não esqueçamos de que já há legislação sobre esta matéria (educação sexual nas escolas) desde 1984, pelo menos. Mas nem tudo ficou por fazer, sublinhe-se o facto de que os programas de diversas disciplinas prevêem módulos que exploram algumas das dimensões da sexualidade e que são muitos os professores que se dispõem a esclarecer dúvidas que vão muito além do que inicialmente estava previsto. Não será de descurar também a relação privilegiada que os adolescentes e jovens estabelecem entre si, que acaba por se tornar o melhor veículo de informação que eles encontram. Será necessário estabelecer boas pontes para que o trabalho realizado traga melhorias: assegure, esclareça e alargue os conhecimentos já dominados por eles.A educação da sexualidade na escola terá, portanto, de afirmar-se como um projecto aglutinador ou integrador e deverá promover, acima de tudo, o projecto de vida; será aí que a sexualidade ganhará força e sentido.
Esta é, sem dúvida, uma área de formação complexa que exige a preparação dos professores que irão trabalhar directamente com as crianças e os jovens. E, nesse sentido, ocorreu já um encontro, no dia 7 de Julho, orientado pela Drª Teresa Tomé Ribeiro e pela Drª Teresa Soares Souto - assistiu-se a uma exposição cuidada e sustentada sobre as diversas dimensões da sexualidade. Segue-se, agora, a planificação dos trabalhos a desenvolver, para dar resposta de forma pedagógica e num contexto interdisciplinar às questões que surgirem. Será também importante encontrar estratégias para envolver a família – principal responsável – de forma a que não se criem equívocos e se dê continuidade, em contexto familiar, aos projectos iniciados na escola.
Na verdade, este diálogo entre escola e família acontecerá porque os trabalhos basear-se-ão num conjunto de valores que promoverão uma vivência responsável da sexualidade. Assim, aceita-se que uma criança, ou um jovem, terá comportamentos responsáveis se lhe for facultada informação adequada; aceita-se que uma criança, ou um jovem, deverá estar consciente de que a sua sexualidade está intimamente relacionada com a sua personalidade, condicionando ou não a relação consigo próprio e com os outros; aceita-se que a sexualidade é fonte de vida - dimensão que deverá ser vivida de forma livre, consciente e responsável; aceita-se que as diferenças sexuais não poderão ser fonte de desigualdade; aceita-se que a sexualidade tem diferentes expressões ao longo da vida e que nunca se deve permitir qualquer forma de violência ou a coacção.
Os projectos a desenvolver em cada turma darão origem a vários trabalhos que poderão assumir diversas formas de expressão: coreografia, teatro, inquérito, blog, filme, sessões com especialistas, exploração de um livro, construção de um puzzle, sessões de esclarecimento, debates, poesia, entre outras. Pretende-se, pois, desenvolver conhecimentos, atitudes e competências de forma pedagógica e a legislação publicada prevê que se abordem vários conteúdos. Assim, a nível dos conhecimentos, “as várias dimensões da sexualidade; a diversidade dos comportamentos sexuais ao longo da vida e das características individuais; os mecanismos da resposta sexual, da reprodução, da contracepção e da prática de sexo seguro; as ideias e valores com que as diversas sociedades foram encarando a sexualidade; o amor, a reprodução e as relações entre os sexos ao longo da história e nas diferentes culturas; os problemas de saúde - e as formas de prevenção - ligados à expressão da sexualidade, em particular as gravidezes não desejadas, as infecções de transmissão sexual, os abusos e a violência sexuais; os direitos, a legislação, os apoios e recursos disponíveis na prevenção, acompanhamento e tratamento destes problemas.” No âmbito das atitudes, “uma aceitação positiva e confortável do corpo sexuado, do prazer e da afectividade; uma atitude não sexista; uma atitude não discriminatória face às diferentes expressões e orientações sexuais; uma atitude preventiva face à doença e promotora do bem-estar e da saúde.” No que respeita a competências, tomada “decisões responsáveis”; recusa de “comportamentos não desejados ou que violem a dignidade e os direitos pessoais”; “utilização de um vocabulário adequado”; “utilização, quando necessário, de meios seguros e eficazes de contracepção e de prevenção do contágio de infecções de transmissão sexual”; competência “para pedir ajuda e saber recorrer a apoios, quando necessário”.
Com certeza que o contacto com as turmas no início do ano trará novas pistas de abordagem da sexualidade que poderão ir muito além dos elementos aqui elencados. As vivências, as sensibilidades, os sentimentos, os valores, a moral, os conhecimentos, os meios de comunicação, são factores tão diversos e respeitáveis que seria um erro negá-los ou evitá-los. Contudo, também não será viável um trabalho que procure dar resposta a todas as solicitações, sob pena de tudo continuar na mesma. Não esqueçamos de que já há legislação sobre esta matéria (educação sexual nas escolas) desde 1984, pelo menos. Mas nem tudo ficou por fazer, sublinhe-se o facto de que os programas de diversas disciplinas prevêem módulos que exploram algumas das dimensões da sexualidade e que são muitos os professores que se dispõem a esclarecer dúvidas que vão muito além do que inicialmente estava previsto. Não será de descurar também a relação privilegiada que os adolescentes e jovens estabelecem entre si, que acaba por se tornar o melhor veículo de informação que eles encontram. Será necessário estabelecer boas pontes para que o trabalho realizado traga melhorias: assegure, esclareça e alargue os conhecimentos já dominados por eles.A educação da sexualidade na escola terá, portanto, de afirmar-se como um projecto aglutinador ou integrador e deverá promover, acima de tudo, o projecto de vida; será aí que a sexualidade ganhará força e sentido.