sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Escola renovada pelas mãos do padre Aguiar

Só falta o pavilhão desportivo, a inaugurar no próximo ano. Nova biblioteca recebeu o nome do padre Aguiar e apresenta-se como um espaço cultural aberto à comunidade.


Mais 14 salas de aula, gabinetes de atendimento e uma biblioteca em cerca de quatro mil metros quadrados divididos por dois andares (ver caixa). O novo bloco do Centro de Educação Integral (CEI) foi inaugurado, no último sábado, pelo padre António Moura de Aguiar, que há 10 anos deixara a paróquia sanjoanense.
Neste momento, o novo edifício está a ser equipado, contando, para já, com oito computadores ligados à Internet. Mas a obra ainda não está totalmente concluída. Segundo Joaquim Valente, director desta escola privada, “falta o pavilhão desportivo que deverá ficar pronto no próximo ano”.

A aposta no ensino profissional é outro dos objectivos de uma instituição que há 16 anos, se afirma como “uma escola para a vida”, anuncia aquele responsável, já nas novas instalações, perante um auditório abundante e ao lado de uma mesa de oradores formada pelo padre Aguiar, presidente da câmara, Castro Almeida, e o actual pároco do concelho, Domingos Milheiro.
“Um marco importante para a cidade”, assim adjectiva Joaquim Valente aquele novo complexo escolar, que demorou 13 meses a ser construído. O presidente da autarquia diz mesmo que “o CEI é uma escola de sucesso, que soube afirmar-se ao longo dos 16 anos. É uma marca de qualidade em S. João da Madeira”.


Baptismo da biblioteca

A nova biblioteca foi baptizada com o nome Padre António de Moura Aguiar, em homenagem ao serviço prestado à cidade ao longo de quase 50 anos(1951-1998), afirmou Joaquim Valente. Será um equipamento “aberto à comunidade” e que permitirá colmatar a inexistência de espaços culturais na Devesa Velha, vinca.


Mas atribuir o nome daquele pároco, já com 90 anos, à biblioteca foi também uma dedicatória pessoal: “Estive nos grupos de jovens, fizemos a nossa preparação como adultos, inserimos os nossos quatro filhos na paróquia e integramos a Escola de Pais Nacional pela mão do padre Aguiar”. o director do CEI recorda ainda que foi a este presbítero natural do Porto que, pela primeira vez, “mostrou os terrenos onde iria nascer o CEI”. O presidente da autarquia, Castro Almeida, junta-se ao rol de elogios e destaca o carácter de homem de valores e convicções forte que caracteriza o padre Aguiar.


“Depois destas palavras, só falta que alguém me lave os pés, acenda duas velas e me coloque no altar”, soltou Aguiar em tom de brincadeira. Para o pároco que baptizou quase toda as crianças sanjoanenses, entre 1951 e 1998, é admirável como 10 anos depois de ter deixado a terra o seu nome ainda ser falado.


Novos cursos profissionais


Acompanhando o aluno desde o início do seu percurso escolar até ao 12.º ano, a missão do CEI é “educar e formar”, tarefa que exige “espírito de equipa e solidariedade profissional”, destaca Joaquim Valente.


“Os excelentes resultados dos exames do 9.º e 12.º anos colocam os alunos do CEI no grupo das melhores escolas do distrito”, sublinha o director deste estabelecimento de ensino para quem o próximo passo é o reforço do ensino profissional. “Há quatro anos lançamos os Cursos de Educação e Formação (CEF), que dão equivalência o nono ano, para o ano vamos investir no ensino profissional, nomeadamente nas áreas do Ambiente, Comércio, Hotelaria e vamos apostar ainda na formação de activos”, revela ao jornal “LABOR”.


“Actualmente, a opção pelo ensino privado é um custo em duplicado”, revela o director do CEI que espera poder contar com “os políticos” para subsidiar as famílias carenciadas. “Porque vale sempre a pena apostar na educação e na formação”.


Com 400 alunos, o CEI espera poder aumentar a lotação de estudantes nos próximos anos lectivos.
(Texto) in Labor, 17-04-2008





 







quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A partir do presente ano letivo, pretendemos noticiar, neste espaço, as actividades desenvolvidas no âmbito da Biblioteca Pe. António Moura de Aguiar.
Esta página será também uma base de apoio à leitura, ao estudo e à investigação dos alunos, dos pais e dos professores deste colégio.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os alunos do 9º ano assistiram ao Auto da Barca do Inferno

Os alunos foram ao teatro. Uma experiência muito rica. Viagem calma. Edifício acolhedor, funcional, enfim, uma boa sala de espectáculos - Teatro de Campo Alegre! Um "staff" organizado e calmo.
A peça começou a horas, início marcado pela escuridão e pela gritaria habitual dos adolescentes que coloca em sentido qualquer encenador que arrisca trabalhar com estas idades. Mas neste desafio todos ganharam! A explicação inicial resultou muito bem pelo texto (informativo), pela tecnologia e pela interacção das personagens. Não faltou aqui o cómico de situação, de linguagem e de carácter. O cenário, a luz, o som, a música, apenas o necessário, espartano, mas sujeitos a um dinamismo muito cativante e criativo. O guarda-roupa e os adereços estiveram à altura das personagens recriadas. A adaptação do texto e as soluções encontradas para passagens mais difíceis de entender revelaram cuidado e sensibilidade. Penso, contudo, que a personagem do Anjo poderia ser mais trabalhada, dando-lhe mais presença e mais sobriedade.
Atrevo-me a dizer que foi a melhor encenação a que assisti. Parabéns ao António Feio e a toda a equipa que continua a levar a cena este trabalho.



Da opinião dos alunos darei conta em próxima oportunidade.


Autoria do Projecto
criado e desenvolvido por
Cultural Kids

Direcção Artística
Cristina Basto

Direcção Técnica
João Paulo Xavier

Público alvo
9º Ano de Escolaridade

Duração
aproximadamente 70 minutos.

Classificação etária
Maiores de 12 anos

Teatro
Autor Original
Gil Vicente

Adaptação
Patrícia Castanheira

Encenação
António Feio

Música
Alexandre Manaia

Cenografia, Figurinos e Adereços
Cristina Basto

Desenho de Luz
João Paulo Xavier

Execução de Cenografia e Adereços
Thomas Carrel

Caracterização
Pessoa Júnior

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Jogos do Mundo em exposição no CEI

Até ao dia 7 de Fevereiro, o CEI acolhe a exposição Jogos do Mundo cedida pela Associação de Professores de Matemática (APM).
Os alunos não têm perdido a oportunidade e lá estão no átrio, em todos os intervalos, para explorarem os trinta jogos disponíveis e testarem a sua estratégia. Para os acolher e orientar está presente a Fânia Batista que tem sido incansável.
Esta é uma actividade que abrirá portas a muitas outras no âmbito da Biblioteca Pe. António Moura de Aguiar. Estejam atentos.

"Foi uma boa iniciativa, foi diferente e interessante. Devem promover mais iniciativas deste género." Ana Rita 11º ano

"Gostei muito da exposição Jogos do Mundo. Espero que volte a acontecer. Acho que está bem organizado e é uma experiência educativa!" Francisco 8º ano

"Acho que este tipo de exposições é muito interessante. Até abdiquei da minha tarde livre para participar." Inês CPR6

"Foi divertido e aprendemos muito, adorei!" Ana 6º ano

"Foi no passado dia 23 de Janeiro, que nos deparamos com esta iniciativa, criada pela Associação de Professores de Matemática, que pretende dar a conhecer o mundo, jogando. Quando íamos a entrar, a professora Cláudia Pinho e a mentora deste projecto Fânia Batista, chamaram-nos e pediram-nos ajuda para expor os " Jogos do Mundo".

Primeiro, a decisão do local, ficou decidido que seria no "bloco velho", depois a disposição das mesas, ou seja, como ficariam as mesas para que todos os jogos, da primeira semana, coubessem nas mesas existentes e para que a Fânia, responsável por este projecto, conseguisse ver e certificar-se de que estava tudo em ordem. Metemos então mãos à obra, pusemos as mesas na forma combinada, colocamos as toalhas, dispusemos os jogos e respectivas regras, consoante o Continente e montamos os suportes para colocar os painéis respectivos a cada jogo. Tudo isto contou com a colaboração da Fânia Batista, das docentes de Matemática, professora Cláudia Pinho e professora Esmeralda Pinto, do Sr. António e do Sr. Barros, com a nossa, Rita Sá e Ana Rita Ribeiro, e claro, se não fosse a aprovação do director, Joaquim Valente, nada disto seria possível.
Chegada a segunda- feira, as expectativas eram altas, ou seja, que os alunos iriam aderir em massa a esta iniciativa. E assim foi. Chegou à hora do intervalo, e apareceram os primeiros curiosos. Depois de chegarem ao local, difícil era escolher qual o primeiro jogo que iriam experimentar. Nas primeiras vezes, o que mais se ouvia era "Eu até acho que o jogo pode ser divertido, mas não percebo nada destas regras!", mais uma leitura e umas jogadas treino, e começava o "duelo", depois o difícil era parar de jogar. Todos os intervalos, os jogos estavam sempre ocupados todos queriam jogar, dos mais pequenos aos mais crescidos, todos queriam ganhar e melhorar o raciocínio.
Passada uma semana, quando todos já estavam familiarizados com os jogos, foi decidido aumentar a dificuldade. Foi então que mais uma vez a nossa escola abriu fronteiras, e deu novamente as boas vindas a jogos de todo o Mundo, mas estes eram diferentes dos da primeira semana. Começaram as correrias, todos queriam ter o privilégio de serem os primeiros a investigar os novos segredos escondidos. Depois de guardar os novos truques e artimanhas necessários para obter sucesso nos mais recentes jogos, a segunda semana foi então bastante semelhante à semana inicial deste projecto inovador, primeiro a descoberta, depois a confusão, e por último a competição.
Podemos então concluir que iniciativas destas deveriam ser tomadas mais vezes, pois, para além de dar a conhecer outras histórias do mundo, ainda desenvolve os conhecimentos matemáticos, culturais... dos alunos. Ana Rita Ribeiro e Rita Sá 11º ano - Ciências Sociais e Humanas