Que valores promover na escola? Que metas estabelecer no projecto de vida? Que valores lá devem constar como princípio activo? O que tem valor na nossa busca constante de felicidade?
No presente ano lectivo, o centro de Educação Integral (CEI) tem vindo a desenvolver várias actividades inspiradas no mote “Escola Promotora de Valores”. Para além dos trabalhos elaborados em cada turma, oportunamente apresentados aos pais, foram realizadas duas conferências, a primeira sobre alimentação e valores, a segunda sobre o respeito pelas diferenças, em Outubro de 2008 e Janeiro de 2009, respectivamente, ambas abertas à comunidade.
As III Reflexões da Primavera tiveram lugar nos dias 19, 20 e 21 de Março. Também aqui os valores assumiram lugar fundamental. Que valores promover na escola? Que metas estabelecer no projecto de vida? Que valores lá devem constar como princípio activo? O que tem valor na nossa busca constante de felicidade? Que valores na relação com os outros? Que valores deverão defender os professores enquanto educadores activos e empenhados? Estas e outras questões orientaram a reflexão dos alunos e professores nos dias 19 e 20. A título de exemplo, no ensino secundário, os alunos foram confrontados com o resultado dos inquéritos aplicados dias antes. Foi interessante verificar que praticamente todos os alunos tencionam prosseguir estudos, contudo, poucos são os que já definiram a formação superior que desejam, mesmo os que estão a terminar o 12º ano. É um facto que poderá ter várias leituras. Quando questionados quanto aos factores que dificultam os seus objectivos, as respostas mais repetidas foram a “falta de empenho”, “notas” e “auto-confiança”. A família apareceu como o factor adjuvante mais mencionado. Os valores em destaque foram “ambição e persistência”, amizade e amor”. Foi um diálogo muito interessante e esclarecedor aquele que se desenvolveu entre alunos e professores.
Na tarde do dia 20, os professores do CEI, orientados pela Dr.ª Ana Oliveira Pinto, reuniram para trabalhar também a problemática dos valores, a partir das suas experiências na educação de crianças e jovens. Foi um encontro enriquecedor, porque permitiu o diálogo, a troca de saberes, a adopção de atitudes mais coerentes e o estabelecimento de projectos futuros que favoreçam a relação inter-pessoal.
No dia 21, de manhã, o CEI promoveu uma comunicação aberta a toda a comunidade que foi brilhantemente preparada e proferida pelo Professor Doutor João César das Neves. Começou por fazer várias considerações sobre a escola e destacou dois dos seus principais atributos: lugar de ensino e lugar de educação. A escola terá de ensinar as linguagens que possibilitarão ao aluno a relação com o mundo que o rodeia. A escola tem também de lhe facultar as bases do conhecimento. À escola cabe também a difícil tarefa de ensinar o método. E neste campo o Professor foi peremptório – o saber ocupa lugar! – por isso há que estimular mentes organizadas e seleccionar a informação que armazenamos, bem como aprender a trabalhar – o que implica esforço e sofrimento.
Ao nível da educação a escola deverá ter em conta três princípios: tradição, vivência e crítica. A tradição fundamenta, acondiciona a nossa vida numa família, numa região, num país. Há que conhecê-la, respeitá-la. Há que viver determinados princípios, valores; a tolerância começará aí, no momento em que, seguras do que querem e defendem, as pessoas aceitam e respeitam a diferença. Será um erro a tolerância que tem sido proposta pelos grandes meios de comunicação, porque não a sustentam em nada. Por princípio, tudo será aceitável e as pessoas não passam de canas agitadas pelo vento. A crítica é também fundamental. O confronto permite uma análise e uma apropriação. O adolescente que questiona os pais, que põe em causa as suas opções, estará a criar espaço dentro de si, na sua individualidade, para as assimilar.
No que respeita aos valores, afirmou que eles continuam a abundar. A questão deverá colocar-se ao nível dos critérios. Nesse sentido, deu o exemplo da necessidade de escolher entre a liberdade da mãe e a vida de uma criança, quando se coloca a questão do aborto. Que critério para escolher um valor em detrimento do outro? Nesse sentido, confrontou ainda os ouvintes com a dualidade da sua existência no que aos valores diz respeito. Na sua opinião, cada pessoa ostenta um “eu público” e um “eu privado” e que aquilo que se “faz no emprego não se faz em casa”. Na verdade, parece dominar a ideia de que para se ter sucesso não se pode ser bom.
Que saída? A solução passará por acreditar que a Verdade existe. Que as pessoas são naturalmente boas. Que cada pessoa é uma pequena peça “da grande Verdade de que todos gostamos”.
Foi uma extraordinária lição proferida por um extraordinário comunicador. Resta sublinhar que os trabalhos continuarão até ao final do ano e que, como afirmou o director, Dr. Joaquim Valente, “Escola Promotora de Valores” continuará a ser o tema que orientará o projecto desta escola no próximo ano lectivo.
As III Reflexões da Primavera tiveram lugar nos dias 19, 20 e 21 de Março. Também aqui os valores assumiram lugar fundamental. Que valores promover na escola? Que metas estabelecer no projecto de vida? Que valores lá devem constar como princípio activo? O que tem valor na nossa busca constante de felicidade? Que valores na relação com os outros? Que valores deverão defender os professores enquanto educadores activos e empenhados? Estas e outras questões orientaram a reflexão dos alunos e professores nos dias 19 e 20. A título de exemplo, no ensino secundário, os alunos foram confrontados com o resultado dos inquéritos aplicados dias antes. Foi interessante verificar que praticamente todos os alunos tencionam prosseguir estudos, contudo, poucos são os que já definiram a formação superior que desejam, mesmo os que estão a terminar o 12º ano. É um facto que poderá ter várias leituras. Quando questionados quanto aos factores que dificultam os seus objectivos, as respostas mais repetidas foram a “falta de empenho”, “notas” e “auto-confiança”. A família apareceu como o factor adjuvante mais mencionado. Os valores em destaque foram “ambição e persistência”, amizade e amor”. Foi um diálogo muito interessante e esclarecedor aquele que se desenvolveu entre alunos e professores.
Na tarde do dia 20, os professores do CEI, orientados pela Dr.ª Ana Oliveira Pinto, reuniram para trabalhar também a problemática dos valores, a partir das suas experiências na educação de crianças e jovens. Foi um encontro enriquecedor, porque permitiu o diálogo, a troca de saberes, a adopção de atitudes mais coerentes e o estabelecimento de projectos futuros que favoreçam a relação inter-pessoal.
No dia 21, de manhã, o CEI promoveu uma comunicação aberta a toda a comunidade que foi brilhantemente preparada e proferida pelo Professor Doutor João César das Neves. Começou por fazer várias considerações sobre a escola e destacou dois dos seus principais atributos: lugar de ensino e lugar de educação. A escola terá de ensinar as linguagens que possibilitarão ao aluno a relação com o mundo que o rodeia. A escola tem também de lhe facultar as bases do conhecimento. À escola cabe também a difícil tarefa de ensinar o método. E neste campo o Professor foi peremptório – o saber ocupa lugar! – por isso há que estimular mentes organizadas e seleccionar a informação que armazenamos, bem como aprender a trabalhar – o que implica esforço e sofrimento.
Ao nível da educação a escola deverá ter em conta três princípios: tradição, vivência e crítica. A tradição fundamenta, acondiciona a nossa vida numa família, numa região, num país. Há que conhecê-la, respeitá-la. Há que viver determinados princípios, valores; a tolerância começará aí, no momento em que, seguras do que querem e defendem, as pessoas aceitam e respeitam a diferença. Será um erro a tolerância que tem sido proposta pelos grandes meios de comunicação, porque não a sustentam em nada. Por princípio, tudo será aceitável e as pessoas não passam de canas agitadas pelo vento. A crítica é também fundamental. O confronto permite uma análise e uma apropriação. O adolescente que questiona os pais, que põe em causa as suas opções, estará a criar espaço dentro de si, na sua individualidade, para as assimilar.
No que respeita aos valores, afirmou que eles continuam a abundar. A questão deverá colocar-se ao nível dos critérios. Nesse sentido, deu o exemplo da necessidade de escolher entre a liberdade da mãe e a vida de uma criança, quando se coloca a questão do aborto. Que critério para escolher um valor em detrimento do outro? Nesse sentido, confrontou ainda os ouvintes com a dualidade da sua existência no que aos valores diz respeito. Na sua opinião, cada pessoa ostenta um “eu público” e um “eu privado” e que aquilo que se “faz no emprego não se faz em casa”. Na verdade, parece dominar a ideia de que para se ter sucesso não se pode ser bom.
Que saída? A solução passará por acreditar que a Verdade existe. Que as pessoas são naturalmente boas. Que cada pessoa é uma pequena peça “da grande Verdade de que todos gostamos”.
Foi uma extraordinária lição proferida por um extraordinário comunicador. Resta sublinhar que os trabalhos continuarão até ao final do ano e que, como afirmou o director, Dr. Joaquim Valente, “Escola Promotora de Valores” continuará a ser o tema que orientará o projecto desta escola no próximo ano lectivo.
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